Exposição Fotográfica relata a viagem de Beto e Lorenzo Madalosso
Rumo à última fronteira - Irmãos que atravessaram as Américas de motocicleta, lançam exposição fotográfica “A longa estrada até o Alaska”, no dia 1º de julho, em Curitiba
Foi no dia oito de maio de 2008, que os irmãos curitibanos Beto e Lorenzo Madalosso saíram - numa típica manhã fria da capital paranaense - rumo ao desconhecido: o Alaska (EUA). A idéia da aventura começou na brincadeira e, assim, surgiu a possibilidade concreta de seguir até a última fronteira, atravessando as Américas sobre duas rodas. “Tudo começou sem eu perceber. Deve ser assim com todo mundo. Há alguns anos, a idéia de ir de moto ao Alaska sequer passava por minha cabeça. Na verdade, não tinha noção exatamente de onde era! Mas como sempre gostei de aventuras, começamos os planejamentos para a viagem”, comenta Beto o irmão mais velho.
Os irmãos passaram de moto por 14 países, regiões e paisagens de belezas surreais, sentiram na pele a vida de outros povos, costumes e culturas. “Vimos paisagens chocantes como o Deserto do Atacama, a Cordilheira dos Andes Peruana, a Baja Califórnia, no México, e a Rota dos Vulcões, no Equador. Conhecemos as florestas de reserva nacional nos EUA e rodamos pela famosa Estrada Mais Linda do Mundo, no Canadá. Foi muito legal ver a diferença física e cultural entre os povos, além de ver como a pobreza local nem sempre é proporcional a simpatia das pessoas”, conta Lorenzo. “Fazer essa viagem trouxe um entendimento de tempo devido ao nosso encontro com culturas e destinos tão extremos, como quando chegamos nas Ilhas San Blas, no Panamá, onde vive um povo nativo chamado Kuna. O tempo parou ali, onde nada acontece, as pessoas vivem da pesca e não tem infraestrutura. Acordam e dormem vendo o dia passar, sem objetivos na vida. Em contrapartida, visitamos Los Angeles (EUA), onde as 24 horas de um dia são insuficientes para desfrutar tudo o que a cidade pode prover. Aí é que fica a grande questão: quem é mais feliz?”, completa Beto.
Foram 30 mil quilômetros percorridos de moto e mesmo tendo pouca experiência com o veículo, os irmãos concluíram o objetivo. Beto havia viajado de moto uma única vez, do Chile ao Brasil, percorrendo quatro mil quilômetros e Lorenzo fez, no passado, trilhas de enduro. “Nunca havia trocado um pneu de moto e o Lorenzo também não. Além disso, não entendíamos nada de mecânica. Mas, é na estrada que se aprendem as coisas”, confessa Beto.
O único momento em que os dois não pilotaram foi durante a travessia entre a Colômbia e o Panamá, quando viajaram cerca de 400 quilômetros de veleiro, já que a Floresta de Darien impede o acesso pela inexistência de estradas. Depois dessa passagem, os irmãos seguiram viagem, cada um em sua moto e, algumas vezes, por destinos diferentes. “Separar foi muito bom, pois estávamos com a paciência no limite. A separação serviu para acalmar os ânimos e ver como é boa a companhia do outro. Mas, ficar sozinho ajudou a interagir ainda mais com o meio, seja ele pessoas ou paisagens”, explica o caçula.
Para Beto, a percepção de amor em família fortaleceu ainda mais, durante o período em que passou só. “Assim pude entender o quanto o Lorenzo fazia falta, já que a cumplicidade construída durante a viagem foi enorme”, relata.
Após deixarem as motos no destino final, em Anchorage (no Alaska), finalmente os irmãos aventureiros voltaram para o Brasil de avião. Ao todo, foram 100 dias na estrada, algumas imagens marcantes e muitas histórias para contar na bagagem. “Quando terminei a viagem vi que as sensações e emoções que tive em cada momento foram incríveis! As coisas que acontecem em 24 horas, em uma viagem como essa, equivale a um mês vivido no cotidiano”, conclui Lorenzo.
O resultado da aventura será mostrado na exposição fotográfica “A longa estrada até o Alaska” que apresentará os registros dos melhores momentos vivenciados por Beto e Lorenzo. O lançamento será realizado no próximo 1º de julho, às 19h30, no piso L3 do Shopping Palladium, em Curitiba. “Sempre fui muito influenciado por livros, fotos e relatos de aventura. Acho que o que fizemos pode influenciar positivamente pessoas que tem desejos semelhantes. Pretendemos conseguir patrocínios para continuar viajando e quem sabe um dia escrever um livro”, conclui Beto.
De Curitiba ao Alaska - Um resumo da Aventura
Numa viagem de 100 dias que teve inicio no dia 8 de Maio de 2008, os irmaos Beto e Lorenzo Madalosso sairam da garagem de sua casa em Curitiba rumo ao Alaska. No trajeto passaram por 14 países e fizeram 30.000 kilometros com 2 motos BMW GS 1200. O único momento em que não pilotaram foi na travessia entre a Colombia e o Panamá, quando colocaram suas motos sobre um veleiro e viajaram por aproximadamente 400 km, cruzando assim a floresta de Darien, onde não existem estradas. A viagem foi bem sucedida e finalizada na cidade de Anchorage, Alaska, no dia 15 de Agosto de 2008. Lá deixaram suas motos e voaram de volta para Curitiba. Segue abaixo um resumo em fotos e textos de algumas passagens da viagem.
Para saber sobre a viagem, você pode perguntar diretamente ao Beto através do menu CONTATO ao lado.
Para saber mais detalhes, leia os relatos feitos durante a viagem no menu NOTICIAS. Veja também o Mapa da Viagem.
A partir da Edição 98 a revista MOTO ADVENTURE passou a publicar um resumo da aventura dos irmãos Madalosso. A venda em todas as bancas de revistas e livrarias.
Essa foto foi tirada numa cidade praticamente
desabitada no interior da Argentina. Procurávamos aflitos por um posto de
gasolina, já que as motos estavam na reserva e não rodariam mais de 30 km cada
uma. A cidade mais próxima que tínhamos em nossos mapas ficava a mais de 150
kilometros dali. Na estrada principal vimos uma placa que indicava um posto.
Não vimos a entrada da cidade e passamos reto. Resolvemos voltar e continuar
procurando. Entramos então numa trilha de terra e enfim achamos uma cidade de
poucos habitantes e construções abandonadas chamada Los Morillos (se minha
memória não me trair). Lá, sem nenhuma razão, haviam duas bombas de gasolina
empoeiradas que se erguiam sobre um chão de terra vermelha. Ao lado havia um
açougue com carnes velhas e apodrecidas penduradas num gancho. Algumas crianças
descalças andavam por ali. Abastecemos nessa cidade abandonada e seguimos
viagem rumo ao Chile. O açougue (carniceria como chamam) é a casa rosada da
foto e o Lorenzo tirava a foto ao lado das bombas de gasolina.
Estávamos no meio da travessia da cordilheira dos Andes no deserto do Atacama e vimos essa paisagem que é tão assustadora quanto deslumbrante. A estrada abre caminho entre as montanhas de terra e o transito é nulo. Não existe vida na região. Nem cidades, nem comércios, nem plantas ou animais. São mais de 300 km nessa região inóspita que mais parece a Lua do que a Terra. O Lorenzo ficou no alto de uma montanha e eu desci pra que ele tirasse a foto. Da pra ver eu com minha moto entrando numa curva do lado direito da foto. Ao fundo entre as duas cadeias de montanha está o Salar de Atacama, o deserto de sal.
Esta foto foi feita próximo à cidade de San Pedro de Atacama. São inúmeras as agencias de turismo e os passeios que partem dali. A cidade é rodeada de espetáculos da natureza como as Lagoas Altiplanicas, Geisers, Observatórios Planetários, Valle da Morte e Valle de La Luna. Para conhecer algumas delas ficamos 3 dias por ali. Como estávamos de moto, fazíamos os passeios por conta, como foi essa volta pelo Valle de La Luna. Para tirar a foto, colocamos a maquina sobre uma pedra na beira da estrada e programamos o timer, só assim conseguíamos imagens dos dois juntos.
Esta é uma imagem do inicio da subida da Cordilheira do Andes, ainda próximo à cidade de San Salvador de Jujuy (Argentina). Nessa altura ainda pode ser encontrada muita vegetação mas já da pra ter uma idéia da imensidão das montanhas e do perigo das curvas. O Lorenzo subiu numa dessas encostas e me flagrou fotografando os Caracoles do Atacama.
Iquique é mundialmente famosa como sendo a Meca do Vôo Livre. Não é por menos. Os 300 km de estrada que antecederam Iquique eram assim: montanhas arenosas gigantes do nosso lado direito e o oceano Pacifico ao lado esquerdo. Uma brisa constante lambe as montanhas que servem de parede para os pilotos de asa ou paraglider.
O Peru foi o país eleito por nós o mais interessante de todos. Logo que entramos no sul do Peru pela Rota Panamericana, vimos incríveis paisagens e um povo curioso e acolhedor que carrega muita cultura em seus costumes e vestimentas. Essa senhora estava sentada na beira da estrada e quando nos viu tirando fotos já veio indagando “propina, propina?”.
Visitar o “Maior e Mais Alto Lago do Planeta” era uma duvida em nosso trajeto que por algumas felizes coincidências virou realidade. Hoje posso afirmar com muita certeza de que Puno (cidade que margeia o lago Titicaca) foi uma das nossas paradas mais impressionantes. Essa foto foi tirada num entardecer, quando o sol se punha de um lado e a lua cheia aparecia do outro. Sobre a Totora (como são chamadas as bases das ilhas flutuantes pelos incas locais) andamos por alguns minutos guiados por esse inca que ali vive.
Entre Puno e Cusco (Peru) não existe quase nada, a não ser as paisagens impressionantes da cordilheira dos Andes. Entre picos nevados, lhamas e lagoas Altiplanicas, algumas famílias peruanas vendem artesanado feito em pedra, madeira ou tecido e esse foi o cenário escolhido para fazer essa foto.
É difícil captar um momento de prazer quando se está em cima da motocicleta. Estávamos deslumbrados rodando por uma seqüência de lagos no interior do Peru quando eu resolvi parar e tirar uma foto do Lorenzo fazendo essa curva. Com toda certeza eu captei esse momento. Mesmo estando distante, dá pra perceber que ele está se deliciando nessa curva.
Nada poderia ser melhor que chegar em Cusco nos dias das festas de Corpus Christi. As praças estavam abarrotadas de pessoas que vinham de todas as partes do país para comemorar dançando, cantando, louvando e comendo as típicas comidas. Essa foto é de uma das Igrejas da praça Central de Cusco, por onde passavam os desfiles dos santos. Um brinde aos turistas desavisados.
Nazca é assim, uma cidade pequena e pobre solta no meio do deserto. Sua principal atração são as linhas geométricas feitas a milhares de anos que serviam como calendário para os incas. Essas linhas só podem ser vistas quando sobrevoadas. Aqui estávamos “desbravando” a região em busca de novidades.
Como mostrar numa foto que estávamos numa estrada no meio do deserto e sem nenhum sinal de vida nem movimento? O Lorenzo tirou o capacete e caminhou no meio da pista, num estilo Mad Max, pra poder traduzir o momento.
Uma pausa pra respirar a brisa marinha na vila de pescadores de Punta Sal no norte do Peru.
Levamos um dia inteiro para atravessar o deserto de Atacama saindo de San Pedro rumo ao Pacifico. Decidimos, no meio da viagem, ir até uma cidade pouco conhecida, chamada Tocopilla. Para nossa surpresa, depois de cortar montanhas de areia gigantescas, demos de frente com o mar ainda antes do sol se por. Ganhamos uma hora por conta do fuso horário e seguimos norte por esta estrada de asfalto perfeito entre a praia e o deserto.
Encostei a moto na beira da estrada e subi no morro do acostamento. Nesse dia eu queria muito fazer isso. Dali eu tentei enxergar a profundidade do precipício e se havia ou não uma saída nesse labirinto de montanhas arenosas do interior peruano.
Muitas fotos eram tiradas assim mesmo: pilotando a moto e fazendo imagens. As vezes eu via coisas que o Lorenzo não via e as vezes ele via coisas que eu não via. Então era só sacar a maquina do bolso e incluir um ao outro na imagem. Nessa estamos nos aproximando de Tocopilla e deixando pra trás o Deserto Chileno.
“Posso tirar uma foto sentado na tua moto?”, perguntaram pro Lorenzo logo que entramos no Peru. “Só se eu tirar uma dentro do teu caminhão.” Ele respondeu.
Um entardecer refletido nos taxis, janelas e placas da cidade de Arequipa, no Peru. Em meio ao transito enlouquecedor, uma senhora vende balas e chicletes carregando um filho nas costas dentro de seus trajes coloridos.
Qualquer atividade econômica é proibida no Arquipélago de San Blas. O povo Kuna (comunidade local que tem língua própria) não se inibe e rema ate os barcos que estão ancorados para tentar vender as costuras e artesanatos feitos ali mesmo, dando as boas vindas para quem entra de barco no Panamá, vindo pelo mar do Caribe.
A América Central fica marcada pela falta de infra-estrutura e burocracia de sua seqüência de fronteiras. Em apenas 6 dias cruzamos 5 países (Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras e Guatemala) até chegar no México. Fazer toda a documentação e desembaraço das motos debaixo de chuva foi muito complicado na fronteira da Nicarágua.
O deserto da Baixa Califórnia, no México, preserva lendas de guerras e quadrilhas de assaltantes e por isso se faz desafiador. São 1.600 kilometros num território inóspito onde, em alguns trechos, só se encontra gasolina em casinhas na beira da estrada. A estrada ladeada por milhões de cactos de todos os tamanhos não deixa de ser um espetáculo da natureza.
A Península da Baixa Califórnia forma o Golfo do México. Ali se formam algumas pequenas baías, como essa, chamada Águas Verdes.
À medida que cruzávamos o deserto Mexicano (Baixa Califórnia) tínhamos a impressão que pequenas comunidades ou vilas foram dizimadas. Encontrávamos trailers e barracos abandonados próximos à estrada, no meio do deserto. Com um calor e sobre uma terra que nada dá, talvez viver ali seja mesmo um desafio.
A cadeia de montanhas que separa a cidade de Los Angeles de Las Vegas, na divisa entre Califórnia e Nevada.
Sempre ouvimos falar das belezas do Yosemite National Park, na Califórnia, mas nunca imaginei que fosse tão impressionante. O Lorenzo parou a moto nessa curva e subiu numa ladeira para tentar traduzir bem, em uma foto apenas, o que é Yosemite. Sinceramente, acho que só uma foto não dá. Tem que ter mais uma.
Yosemite National Park, Califórnia.
Pinus, montanhas de pedra escura, picos nevados, rios esverdeados e uma ferrovia com trens de vagões coloridos. Estávamos no Canadá, numa estrada conhecida como “The Most Beautiful Road On Earth”, ou seja “A Estrada Mais Linda Do Mundo”. British Columbia é assim e faz jus ao titulo.
Nas duas fotos o entardecer bucólico, às ONZE da NOITE, numa estrada no norte do Canadá.
British Columbia, Canadá.
A pequena cidade termal de Watson Lake no norte do Canadá tem um grande atrativo: uma praça com milhares e milhares de placas de todos os cantos do mundo que ao longo dos anos foram sendo pregadas por turistas que por ali passavam rumo ao Alaska. Não tínhamos nada pra pendurar mas achamos um espaço vazio. Compramos um pincel e ali registramos para sempre nossa passagem. Assim dizia “Beto e Lorenzo Madalosso. De Curitiba até aqui 24.000 km. From Brazil on motorcycles. 07/agosto/2008”. Na realidade, a distancia ate ali já ultrapassava os 26.000 km, mas no calor da emoção nem percebemos o erro. O curioso foi que ao lado da nossa placa, sem que percebêssemos, estava a placa de um amigo carioca (Flavio Kenup) que fez a mesma viagem que nós, partindo do Rio de Janeiro porém.
Baja California, México. O deserto beirando o Golfo do México.
Península da Baixa California, México.
São marcantes em tamanho e aroma as plantações que crescem morango na costa da california, EUA.
O que pode ser mais Cartão Postal que um Cartão Postal de uma das cidades mais famosas dos Estados Unidos. Golden Gate Bridge, São Francisco. Essa não podia faltar.
Golden Gate Bridge vista de “dentro”, sendo filmada pelo Lorenzo e fotografada por mim no mesmo instante.
O deserto de sal Salar de Atacama era uma das coisas que eu mais queria conhecer nessa viagem. Eu me impressionava com fotos do local e achava impossível existir um solo com um branco perfeito como esse. Tirei minha duvida e continuo impressionado.
Vulcão Lincacanbur no Deserto de Atacama.
Eu e o Lorenzo, tremendo de frio as 6:30 da manha, numa altitude de aproximadamente 5.000 metros para assistir ao fenômeno dos Geisers no Deserto de Atacama.
As fotogênicas Lhamas que vivem nas margens das lagoas altiplanicas no deserto de Atacama.
Acima e abaixo as Lagoas altiplanicas entre Puno e Cusco no Peru.
No labirinto de pedras desafiador da Cordilheira dos Andes.
As vezes se está em baixo... Mas as vezes se está em cima da cordilheira, na altura das nuvens. É quando você vê o horizonte sumir... e a sensação é impagável.
4.200 metros de altura. Qualquer imagem do horizonte ficaria espetacular do ponto onde nós estávamos. Chegamos ao entardecer e esperamos o sol sumir observando a cidade de Nazca perdida entre as montanhas no pé da cordilheira, a pelo menos 3.000 metros abaixo de nós. Essa imagem não mostra muito para quem não estava lá, mas para nós ela tem um valor especial. A cidade de Nazca fica a mais de 100 kilometros desse ponto e a estrada que nos separava era uma descida sem fim, sem nenhum ponto de subida nem retas. A noite estava estrelada, e uma meia lua iluminava. Vimos algumas estrelas cadentes e a estrada não tinha movimento algum. Desligamos as motos e seguimos no embalo da descida com o som exclusivo do vento. As lendas e superstições sobre visitas extra-terrestres que rodeiam a região apimentavam ainda mais esse nossa viagem. Assim foi por mais de uma hora até chegar às proximidades de Nazca, onde passamos a noite.
As estradas dos 14 países em que passamos nos surpreenderam positivamente pela qualidade com exceção do Equador. Logo que entramos no país vimos que teríamos problemas com buracos, falta de sinalização, deslizes de pedras e terra. Assim foi até que saímos do país: enfrentamos diversas filas por conta das obras nas rodovias. Nesse dia estávamos debaixo de chuva e o Lorenzo achou um jeito de esquecer o problema e se divertiu com as crianças que estavam na caçamba desse pequeno caminhão.
Ruas de Cartagena, Colômbia. Nossa ultima cidade na America do Sul.
Veleiro Zao-Zao com o Capitão Leonardo Cerrito a bordo ainda no Clube Náutico de Cartagena. Içamos as motos e amarramos na proa do veleiro. Nesse momento estávamos ansiosos para partir nessa jornada de 5 dias (sendo 2 em alto mar e 2 visitando o arquipélago San Blas). Deixávamos a America do Sul rumo ao Panamá, na America Central.
Pareceu assustador quando içamos as motos no veleiro. Mas para descarregar foi pior ainda. Descemos as motos amarradas dentro dessa pequena lancha de alumínio no pequeno porto de Porvenir no Panamá. A lancha ancorou em outro trapiche onde tivemos que ergue-las “no braço” com a ajuda de 4 trabalhadores locais. Tem horas que não adianta chorar, tem que arriscar.
Nas sofisticadas avenidas de Puerto Vallarta, um rico balneário Mexicano.
As estradas da Baixa California fazem um zigue-zague entre o Golfo da California e o Oceano Pacifico. Aqui a foto é do lado do Pacifico.
Baja California.
Baja California. México.
Lado do Golfo da California na Baja California. México.
Hospedados num pequeno hotel em Puno vimos um pôster dessa montanha e embaixo dizia “A Montanha Mais Linda Do Mundo”. essa frase tinha a chancela de um órgão internacional. Ficamos impressionados e na duvida de veríamos ou não a montanha durante nossa viagem. Demos sorte. No dia seguinte ao pegarmos a estrada rumo a Cusco, lá estava ela: bela e imponente a uns 10 kilometros de nós. Conseguimos essa foto e guardamos como uma das nossas especiais.
Lorenzo nas estradas Peruanas.
Pelas estradas Peruanas, ao lado das Lagoas mais altas do mundo. Aproximadamente 4.500 metros de altitude.
Lagoas altiplanicas – Peru, acima e abaixo.
Rodovia das Américas ou Rota Panamericana. Essa é a estrada que liga todos os países da America do Sul e America Central até chegar no México. A foto foi feita por mim de dentro de um pequeno avião que tomamos para observar as Linhas de Nazca.
Rota Panamericana no Deserto Peruano.
Deserto dos EUA entre Los Angeles e Las Vegas.
Golden Gate, California.
O transito que cruza as estradas no norte do Canadá. Diversos grupos de bisões circulam por ali.
Watson Lake e a Praça das Placas.
A famosa “Top Of The World Highay” é a Estrada que liga o norte do Canada ao interior do Alaska. É uma estrada de areia e brita. Foram 250 kilometros entre a saída de Whitehorse no Canadá até chegar na fronteira do Alaska e depois tivemos mais uns 300 pela frente até chegar na cidade de Tok. Comemoramos muito na fronteira. Essa estrada leva esse nome pois cruza as montanhas por cima e não pelo vale. Da pra ver no fundo da foto que estamos em uma região elevada e ladeados por picos de outras montanhas.
Portal de Boas Vindas na fronteira do estado do Alaska. A placa está na beira da Top Of The World Highway.
Alaska
Na travessia entre a Colombia e o Panama, no mar do Caribe, sobre o veleiro Zao-Zao. Abaixo outro momento na mesma ocasião.
Senhoras Kuna vendendo tecidos e artesanato no arquipélago de San Blas.
Lorenzo no Mastro do Zao-Zao
The Most Beautiful Road On Earth – British Columbia Highway – Canadá. Abaixo a mesma estrada.
Os campos dourados no norte do Canada
Praça das Placas – Watson Lake – Canadá
Top Of The World Highway – Canadá – Alaska
Praça das Placas – Watson Lake – Canada
Tanto no norte do Canadá quanto no Alaska as cidades que ficam na beira da estrada são muito pequenas e muito pouco habitadas. A falta de condições para trabalho e o frio extremo fazem a vida dessas pessoas virar uma questão de sobrevivência. Mas nada é tão pequeno como Moose Creek, um lugar que paramos numa emergência para pedir gasolina e de repente nos demos conta que aquele conjunto de 1 casa e 1 barracao era uma cidade. A placa dá a prova real “Moose Creek. População: 6 garotos e garotas e 3 amigaveis cachorros”. Obviamente que não encontramos gasolina ali.
No norte do Canadá tivemos que tomar um Ferry-Boat para cruzar esse pequeno rio e continuar rumo ao Alaska. Desse ponto estávamos a apenas 300 kilometros de nosso destino final.
Logo que chegamos à cidade de Tok, fizemos amizade com 2 americanos que também viajavam de moto e estavam em busca do “ponto distante ao norte do planeta”, a cidade de prudhoe bay. Eram 2 irmaos (Patrick e John) e estavam na estrada a mais de 1 mês. Quando souberam que vínhamos do Brasil, fizeram uma festa e nos pagaram jantar. Nos convidaram cansativamente para ir com eles ate Prudhoe mas nós negamos. Viajamos juntos até Fairbanks (Alaska) e voltamos para o sul (anchorage) enquanto eles seguiram norte. Na foto da pra ver uma placa de uma reserva nacional no Alaska.